Notícias recentes mostram um novo desafio na saúde pública mundial: a epidemia do vírus Ebola (ou Ébola).

Pelos fatos divulgados através da mídia mundial, existe um surto dessa infecção no Oeste da África, sendo que mais de mil pessoas já morreram devido a essa epidemia. Tal surto foi considerado pela Organização Mundial de Saúde uma Emergência de Saúde Internacional.

Um dos principais fatores que permite a rápida disseminação dessa doença é o desconhecimento sobre a mesma por boa parte da população. Sendo assim, cumprindo nossa missão de informar, pretendemos esclarecer alguns fatos importantes sobre essa doença.

A infecção pelo vírus Ebola (ou Ébola) causa uma febre grave do tipo hemorrágica. O indivíduo que contraiu a doença geralmente apresenta, na fase inicial, dor de cabeça forte, febre, dor de garganta e nas articulações, fraqueza muscular e calafrios. Esses sintomas geralmente se iniciam de forma súbita, usualmente de 5 até 10 dias após o contágio. Com o tempo o quadro costuma agravar-se, surgindo náuseas, vômitos, diarreia (com sangue), erupções na pele, tosse, dor no peito e no estômago, insuficiência renal e hepática, além de hemorragia interna. A intensidade dos sintomas varia de pessoa para pessoa mas essa doença é quase sempre muito grave. Segundo informa o site da Organização Mundial de Saúde, a mortalidade estimada dessa doença é de 90% e não existe tratamento específico disponível nem uma vacina ainda.

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Portanto, a melhor forma de se proteger dessa doença é evitando o seu contágio e conhecendo sua forma de transmissão. O vírus Ebola é altamente contagioso e é transmitido através do contato com sangue ou fluidos corporais (saliva, sêmen, lagrima, suor, urina e fezes) de um indivíduo infectado. É importante enfatizar que o vírus pode ser transmitido não apenas por pessoas mas também por animais infectados (sempre através do contato com sangue ou fluidos corporais do animal). Esses indivíduos que possuem o vírus (também chamados de hospedeiros) podem transmitir a doença até mesmo depois de sua morte pois acredita-se que o vírus possa permanecer vivo por semanas no interior do hospedeiro morto.

A melhor forma de se proteger dessa doença é evitando o seu contágio.

Colaborando com o esforço mundial para o controle dessa epidemia, fazemos nosso papel, informando a todos sobre a doença.

Em resumo, seguem algumas recomendações para evitar a disseminação da doença:

* Lave as mãos com frequência com água e sabão. Se não for possível, esfregue-as com álcool gel;

* Procure não viajar para lugares que facilitem a exposição ao vírus Ebola;

* Evite contato com pessoas infectadas. Quanto mais avançada a doença, maior a concentração de vírus e mais fácil o contágio;

* Use vestimentas de proteção, como macacões e botas de borracha, aventais, luvas e máscaras descartáveis e protetores oculares, sempre que tiver de lidar com os pacientes. Sob nenhum pretexto reutilize agulhas e seringas. Instrumentos médicos metálicos que serão reaproveitados devem ser esterilizados.

* Lembre que o corpo dos doentes continua oferecendo risco de contágio mesmo depois da morte.

(Artigo do Dr. Sergio Amaral, também publicado no Facebook)